A seletividade alimentar em autistas pode estar direcionada a uma cor, odor ou tipo de textura, não há uma regra ou especificação que a determine, a criança simplesmente não tem vontade de alimentar-se (ANDERSON et al ,2010).
Pessoas autistas tendem a selecionar os alimentos, essa prática pode causar a deficiência de alguns nutrientes, como ferro, vitamina D, zinco, cálcio, – e levar a uma dieta nutricionalmente inadequada, resultando em problemas dentários, refluxo/gastrointestinais, síndrome fúngica, anemias, parasitoses. Em alguns casos, como aqueles de autismo grave é indicado a suplementação, pois a alimentação não supre as necessidades nutricionais (BANDINI,2010).
Existem estratégias que podem ajudar na adesão da alimentação:
– É importante fazer com que o momento da refeição seja um momento prazeroso e agradável- diversifique as preparações. – O ambiente deve ser tranquilo, alimentar-se em locais limpos e confortáveis; – Evitar ambientes que estimulem o consumo de quantidades ilimitadas ou insuficientes de alimentos. – Evitar o uso de aparelhos eletrônicos, celulares, televisão ligada e som alto durante as refeições, de forma a ampliar a concentração da pessoa autista para o momento da refeição; – Use estratégias de Convencimento – inclua o indivíduo no processo de Aquisição e Preparação dos Alimentos. – Respeite sempre a fome e saciedade. – Para mais orientações e prescrições dietéticas procure sempre um profissional Nutricionista.
A Neuropsicologia preocupa-se com a complexa organização cerebral e suas relações com o comportamento e a cognição, tanto em quadros de doenças como no desenvolvimento normal, conforme concordam as definições de vários autores (Fluentes, 2010). Na prática consiste na investigação do perfil de funcionamento cognitivo do individuo a partir da avaliação dos seguintes domínios: atenção, funções executivas, memória, praxia motora, linguagem, funções visuais, habilidades sociais e acadêmicas, além do funcionamento intelectual, aspectos emocionais, comportamentais e adaptativos.
Abrangem o diagnóstico complementar e intervenção clinica voltada para os diversos quadros patológicos decorrentes de alterações do SNC; bem como pesquisa experimental na presença ou não de afecções. Investiga as funções cognitivas e o comportamento. Trata-se da aplicação de técnicas de entrevistas, exames quantitativos e qualitativos das funções que compõem a cognição abrangendo processos de atenção, percepção, memória, função executiva, velocidade de processamento, coordenação linguagem, raciocínio e personalidade.
PUBLICO ALVO:
A partir de dois anos de idade.
Muitas vezes, o neuropsicólogo trabalha em estreita colaboração com os pais, os professores, outras especialidades pediátricas (neurologia, psiquiatria, profissão e fonoaudiólogos), fornecendo informações completas sobre a aprendizagem e comportamento.
OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA:
Auxiliar no diagnóstico diferencial de quadros neurológicos e transtornos psiquiátricos;
Compreender como a lesão cerebral afeta a realização das atividades de vida diária, básicas e instrumentais;
Investigar a natureza, grau e extensão de diversos quadros neurológicos e psiquiátricos;
Monitorar a evolução de quadros neurológicos e psiquiátrico, tratamentos clínicos medicamentosos e cirúrgicos;
Planejar programas de reabilitação voltados para as alterações cognitivas, comportamentais e de vida diária dos pacientes.
Testes amplamente utilizados:
Neupsilin infantil e adulto; Escala de Inteligência Wechsler, Son R; Inteligência não verbal R2 e TIG-NV; WASI; RAVLT; Figuras de Rey; Bateria de provas de Raciocínio-BPR; Baterias de atenção; Teste de Cancelamentos; Wisconsin; Teste de pré alfabetização-THCP e diversas escalas para personalidade, rotina e comportamento, entre outros!
“É importante ressaltar que a avaliação neuropsicológica não se limita a mera aplicação, correção e interpretação de testes cognitivos. Ela possibilita o raciocínio a cerca de hipóteses diagnósticas, identifica de maneira pormenorizada o tipo e a extensão da alteração cognitiva, discrimina as funções cognitivas preservadas e comprometidas, a presença de alterações comportamentais e de humor, bem como o impacto destas nas atividades de vida diária, ocupacional, social e pessoal do indivíduo.” (Miotto,2012).
Ao longo da avaliação as hipóteses diagnóstica são testadas, através de um bom raciocínio clínico, por isso, torna-se indispensável o profissional possuir um bom conhecimento sobre o desenvolvimento e o funcionamento típico e atípico do cérebro e os padrões de desempenho cognitivo envolvidos nos diversos tipos de disfunção cerebral.
ETAPA DA AVALIAÇÃO NEUROPSICOLOGICA INFANTO-JUVENIL:
Para uma avaliação neuropsicológica, são utilizados os 4 pilares:
1º: É importante verificar os objetivos específicos, identificar a presença ou ausência de transtornos do desenvolvimento e cognitivos e dificuldades na obtenção de habilidades. Desta forma, é importante ter uma atenção especial para buscar na história de vida da criança, se houve um comprometimento cerebral, idade do inicio, tipos de tratamentos realizados, assim como a gravidade e do próprio processo de desenvolvimento da função. Por isso, é necessário uma ou mais entrevistas clínicas com familiares/responsáveis, avaliação escolar e/ou registros médicos, avaliações psicológicas e/ou neuropsicológicas anteriores.
2º: Observação do comportamento da Criança e Adolescente nos diversos ambientes: terapêutico e escolar; na rotina familiar, durante a execução dos testes, na interação com os familiares, amigos, entre outros.
3º: Aplicação de instrumentos neuropsicológicos, que avaliem áreas do funcionamento cerebral, que inclua: atenção, funções executivas, memória, linguagem, funcionamento sensório-perceptivo, habilidades visuoespaciais, habilidades motoras finas, habilidades intelectuais, desempenho acadêmico e funcionamento comportamental e emocional.
4º: Entrevista devolutiva para explicação dos resultados e entrega do laudo de avaliação Neuropsicológica: Os resultados da avaliação neuropsicológica são analisados do ponto de vista quantitativo e qualitativo, ou seja, dos resultados quantitativos dos instrumentos de avaliação, assim como comportamento no momento da avaliação e das entrevistas. Também, pode-se solicitar autorização dos pais/responsáveis para o psicólogo fazer a devolução para a equipe educacional da criança e outros profissionais que já estejam envolvidos com ela. Esta etapa permite que o os profissionais possam entender o funcionamento da criança para auxiliar na busca de estratégias de atendimento e/ou estimulação e/ou reabilitação neuropsicológica. A devolutiva é realizada aproximadamente duas semanas após o término da avaliação, para o avaliador ter condições de analisar o caso e elaborar o laudo.
Por fim, o tempo total para realizar uma avaliação neuropsicológica Clinica pode variar de seis a dez sessões com duração mínima de 50 minutos.
Nesse processo, considera-se a importância de analisar o desempenho completo do paciente em todo o processo de avaliação e sua combinação com outros exames, tendo em vista a identificação precoce de algum distúrbio entres outros objetivos descritos anteriormente. A contribuição dos achados do exame neurológico, de neuroimagem, neurofisiológico e neuropsicológico é trabalho para uma equipe multidisciplinar (Costa. Et al, 2004).
Alguém pode nascer predisposta a ter alguma doença psicológica ou isso se desenvolve com o tempo?
Há possibilidade nas duas opções, as pessoas podem nascer com algum transtorno psicológico ou pode passar por situações traumáticas, por abuso de substancia química ou outras situações que iniciaram transtornos psicológicos.
Há um grande grupo de transtornos psicológicos que podem ser hereditários como por exemplo a esquizofrenia. Outras condições podem ser características que existem desde o nascimento mas não há confirmação de hereditariedade como por exemplo os transtornos de personalidade.